Como os alimentos podem ajudar na prevenção do câncer de mama

Hoje em dia, aproximadamente 1,3 milhões de mulheres são diagnosticadas com câncer de mama e 458 mil morrem a cada ano, no mundo, vítimas da doença. De acordo com o INCA, a previsão para novos casos no Brasil em 2012 será de 52.680, sendo a segunda neoplasia maligna mais frequente na população feminina.

Diversas pesquisas vêm sendo realizadas com o objetivo de identificar os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer, assim como os fatores protetores. Vale lembrar que fatores de risco são aqueles que aumentam a possibilidade de adquirir a doença e, em diferentes tipos de câncer, poderão existir fatores de risco diversos.

Quando se fala em câncer de mama, existem os riscos não modificáveis (relacionados à idade, genética, história familiar, raça) e os modificáveis, que são aqueles que podem ser diminuídos conforme o estilo de vida – como por exemplo ser mãe antes dos 30 anos, amamentar, evitar o uso de álcool, praticar atividade física, manter peso saudável e ingerir bons alimentos.

Manter o peso adequado é um fator positivo na redução do risco para se desenvolver um câncer. Sem dúvida é possível melhorar a saúde por meio da orientação e da prática de atividade física. Mas existe relação entre a dieta e o risco de desenvolver o câncer de mama? Muitas pesquisas apontam que existe relação de certos tipos de dieta e a redução do risco de desenvolver a doença, como por exemplo, a diminuição na ingestão de gorduras e de carnes vermelhas e o aumento no consumo de hortaliças e frutas.

Confirma abaixo a relação de cada alimento com o câncer de mama

Gorduras

Evidências científicas correlacionam o consumo excessivo de gorduras com o aumento dos índices de câncer de mama, especialmente na pós-menopausa, quando há maior correlação entre o teor de gordura da dieta e os níveis séricos de estradiol, que é o hormônio sexual.

Muitos estudos apontam que os níveis da doença são menores em países com baixa ingestão de gorduras totais. “Entretanto, mais investigações são necessárias para se compreender o mecanismo de ação dos tipos de gordura no desenvolvimento do câncer”, explica Ana Paula Noronha Barrére – nutricionista clínica do Centro de Oncologia e Hematologia do Einstein.

Carne Vermelha

Embora pesquisas não tenham sido hábeis em mostrar conexão direta entre o câncer de mama e a carne vermelha, o alto consumo deste alimento, que também é rico em gordura, poderá contribuir para o ganho de peso, um dos fatores de risco para o desenvolvimento da doença.

O excesso de consumo de gorduras saturadas tem sido relacionado não só com o aumento do risco em desenvolver diversos tipos de câncer, assim como também de doenças cardiovasculares. Por este motivo, o Instituto Americano de Pesquisas em Câncer (AICR) recomenda o consumo limitado de carnes vermelhas, com 300 gramas por semana.

Alimentos vegetais

Ter uma dieta rica em vegetais e frutas está associada à boa saúde. Porém, isto poderá diminuir os riscos de câncer de mama? Não há fortes evidências que o consumo de certos vegetais ou frutas diminuirão o risco de um câncer. No entanto, os nutrientes das hortaliças e frutas possuem quantidades de antioxidantes que contribuem na proteção do organismo contra os danos causados pelo estresse oxidativo e, com isso, podem auxiliar na redução do risco de adquirir câncer de forma geral. Além disso, estes grupos de alimentos fornecem menores quantidades de calorias, mais fibras e auxiliam na manutenção de peso saudável. Portanto, também podem contribuir na redução do risco de desenvolver o câncer de mama. Além disso, a recomendação da Sociedade Americana de Câncer é consumir cinco porções de frutas e hortaliças ao dia.

Vegetais crucíferos

Por exemplo: brócolis, repolho, couve, couve-flor e couve de Bruxelas. Eles são boas fontes de nutrientes – como vitamina C, carotenóides-precursores de vitamina A, fibras, cálcio e ácido fólico – além de conterem substâncias chamadas fitoquímicos, em que pesquisas apontam como fator protetor nas neoplasias mamárias.

Também contém compostos bioativos chamados isotiocianatos, incluindo sulforafano e indol-3-carbinol (I3C), possíveis agentes anticancerígenos. Os primeiros estudos têm mostrado que essas substâncias podem atuar como antioxidantes, aumentar as enzimas de desintoxicação no corpo, alterar os níveis de estrogênio no organismo e auxiliar na redução do risco de câncer de mama.

A composição química do brócolis e outros vegetais crucíferos é complexa, o que torna difícil determinar qual composto ou a combinação destes poderão oferecer proteção contra o câncer. Consumir uma grande variedade de alimentos de origem vegetal pode ser a melhor maneira de obter os componentes necessários.

Ingestão de álcool: O consumo regular de álcool apresenta relação direta em aumentar o risco de câncer de mama, especialmente em mulheres com baixa ingestão de ácido fólico (que estão presentes em vegetais de folhas verde-escuras, feijões, germe de trigo, peixes, dentre outros).

Ômega 3 (n-3): Estudos experimentais têm indicado que os ácidos graxos poliinsaturados n-3 podem inibir a formação do câncer de mama, pois competem com os ácidos graxos n-6 na membrana celular, exercendo um efeito inibidor da proliferação celular em tecido mamário. Contudo, esta teoria precisa ser mais bem estudada para que se possa comprovar o seu benefício na redução deste tipo de câncer.

Fibras: Atualmente, os estudos sugerem que um aumento do consumo de fibras, ou seja, frutas, vegetais e grãos integrais, podem reduzir o risco do câncer de mama. É fato que dietas ricas em fibras ajudam na melhora da mucosa intestinal e podem contribuir no aumento da excreção de estrogênio, porém ainda necessita-se de outras comprovações científicas.

Vitaminas e Minerais: Entre os micronutrientes mais investigados por sua atuação quimiopreventiva na formação do câncer de mama, é importante ressaltar as vitaminas antioxidantes, ou seja, as vitaminas A, C e E, assim como os minerais ácido fólico e selênio.

Alguns estudos epidemiológicos demonstraram que mulheres com uma dieta rica em frutas e vegetais têm um risco reduzido de desenvolverem câncer de mama, pois uma das ações das vitaminas e minerais é a defesa contra o estresse oxidativo, que é um dos responsáveis por danos ao DNA, inibindo o crescimento de células mamárias cancerígenas.

As recomendações são unânimes em destacar a importância de hábitos saudáveis e em seguir uma dieta adequada para que se possa reduzir o risco em desenvolver um câncer de mama. Mesmo sem haver evidências científicas comprovando a aparente proteção de determinados micronutrientes pelo consumo de frutas e vegetais.

Fonte: Ana Paula Noronha Barrére – nutricionista clínica do Centro de Oncologia e Hematologia do Einstein

Publicada em abril de 2012

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